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    Existem zilhões de aplicativos, basicamente para tudo nessa vida: receita, exercícios físicos, podcasts, músicas, vídeos e, claro, redes sociais. Para não deixar a peteca cair, os apps estão sempre em busca de novidades, num movimento bem típico de nossa época conectada à internet. Tudo é efêmero, momentâneo, quase nada é permanente. Os tais aplicativos volta e meia nos notificam por atualizações, e lá vêm novas funcionalidades. A sensação de que corremos atrás do prejuízo torna-se praticamente inevitável. Vida que segue, celular que notifica.

    Há mais ou menos 10 ou 15 anos, as agências de comunicação meio que monopolizavam as mentes criativas. Estúdios de publicidade e design eram refúgios de sujeitos descolados e cheios de ideias diferentonas. Quem pensava fora da caixinha logo mirava a área de criação visual ou publicitária. Com a internet e as necessidades advindas dela, como o desenvolvimento de hardwares e softwares mais potentes e dinâmicos, layouts e interfaces atrativas, o jogo virou total. A própria globalização e democratização da informação contribuiu (e muito) para esse fenômeno. Pessoas do mundo todo se conectam em tempo real, multiplicaram-se as possibilidades de engajamento profissional, social e cultural. Nesse cenário, as famosas startups e a economia coletiva surgem com tudo, e o exclusivismo das agências ou estúdios, mais do que nunca, cai por terra.

    No mundo de barreiras tênues entre on e off-line, a criatividade é uma constante. Nos envolve, nos arrebata, é acessível e compartilhável. Num fluxo um tanto quanto esquisito, a cópia também acaba valorizada por alguns. Instagram copia Snapchat, e Facebook copia ambos (embora, tecnicamente, o Instagram seja também propriedade de Mark Zuckerberg). Ao contrário da versão Instagram, o Facebook Stories ainda não bombou. São tantas opções (iguais) que ficamos perdidos. Parece obsessão da turminha do Face derrubar o Snapchat, sobretudo após a recusa de venda da plataforma em 2013. Forte essa dorzinha de cotovelo, hein, Zuck? Mais fácil do que bolar algo inovador é copiar. O problema reside justamente nesse ponto. A cópia será sempre cópia, e a imagem de pioneirismo da marca se esvai. Lamentável que uma empresa do tamanho do Facebook prefira “o mais do mesmo” em detrimento da inovação. Para nosso alento, temos por aí os Elon Musk da vida.

    O fato de agregar novas funcionalidades a uma plataforma – mesmo sem a real necessidade disso, é semelhante à presença corporativa sem conteúdo nas redes sociais. Por que diabos sua marca tem de aparecer no Facebook, Instagram, YouTube e sei lá onde mais? Sem dúvida alguma, essas ferramentas popularizaram a divulgação às empresas de menor porte, sem contar o diálogo bilateral entre marcas (de todo porte) e pessoas. Nunca em nossa história vimos isso antes. Contudo, para dialogar, é fundamental conversar, e para conversar, o conteúdo não pode ficar de fora.

    Caso você não esteja disposto a ouvir coisas boas e outras nem tanto, trocar opiniões e manter firme suas convicções com flexibilidade argumentativa, não vale entrar nessa roda de conversa. Outra coisa importante: perceba o perfil e a linguagem do seu público, pois a comunicação só acontece plenamente quando há aceitação “(…) do outro como legítimo outro na convivência”, conforme as sábias palavras de Humberto Maturana.

    Seja criativo, teste, experimente, faça diferente dos demais. Não deixe seu cliente tentando interagir com sua marca em vão. Se você simplesmente ignorar essa lógica, outras empresas (e seus concorrentes) podem discordar. É quando o cliente que navega ao léu encontra outras possibilidades de terra firme. E você? Bom, nem história para contar.

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