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    Comunicar é conseguir ler adequadamente o mundo, não apenas o seu, mas sobretudo o dos outros. Para compreender o público, nos deslocamos ao seu território, nos valemos de sua visão. Somos estrangeiros levados a outras realidades. Os livros também fazem isso com a gente. Ao abrir suas páginas, personagens fictícios tornam-se íntimos; pensamentos, públicos, e viagens ficam ao alcance de poucos segundos de imersão. Não há limites, nem terra nem céu. Tudo é possível, tudo é aceitável.

    Nas últimas décadas, nossas vidas foram bombardeadas por informações, opiniões e revoluções nas mais diversas esferas da vida, que vão da saúde à literatura. Novos formatos surgem, novas abordagens e a linguagem se modifica e expande. Esse Universo, cujo centro de rotação é a internet, democratizou o acesso e a produção de conteúdo. Não necessariamente qualificou as discussões, apesar de que o volume, esse sim, aumentou como se estimulado por Biotônico Fontoura.

    Livros saem dos seus templos de papel e assumem formas antes inimagináveis. Estão no digital, no celular, em blogs, jornais eletrônicos e, mais recentemente, em e-books. O debate esquenta em torno do tema “conteúdo vs forma”. O que é melhor, o livro físico (de papel) ou o digital? Os saudosistas e os filhos da tecnologia, cada qual com sua razão, não têm dúvidas, embora quase toda dicotomia seja cega e castradora. Há, também, os que ponderam a validade de ambos.

    Não existe certo ou errado. Existem preferências e prioridades. Importante mesmo é cultivarmos o conteúdo, a mensagem. Importante trabalharmos para que o grande volume, aos poucos, seja convertido em reflexão e consciência elevada. Devagar, meio sem pressa, nos deslocamos a um mundo onde a forma perde importância. As posses materiais ficam em segundo plano. Agora, nos deparamos com novos protagonistas: as experiências e vivências.

    O livro de papel morrerá da mesma maneira que o rádio se foi com o advento da televisão. Na comunicação, semelhante à natureza, nada se perde, tudo se transforma – se renova. E, como diria Darwin, sobrevivem os que melhor se adaptam às condições do meio (ou das relações).

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